| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Icteridae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Agelaiinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | A. badius |
O asa-de-telha é um Passeriforme da família Icteridae.
Denominação anterior - Molothrus badius.
Seu nome científico significa: do (grego) agelaius = pássaro preto; e -oidës = parecido com; e do (latim) badius = castanho, marrom. ⇒ (Ave) castanha parecida com um pássaro preto.
Mede entre 15 e 18,6 centímetros de comprimento e pesa entre 43 e 47 gramas.
Não possui dimorfismo sexual. Tem cor geral marrom escuro, sendo as asas e a cauda mais escuras e as orlas das penas coberteiras marrom-avermelhado. Possui uma espécie de “mascara” negra ao redor dos olhos. Tarsos negros. Bico cônico.
Possui duas subespécies reconhecidas:
(del Hoyo; et al., 2016).
O que é leucismo?
O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.
O leucismo é diferente do albinismo : os animais leucísticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são mesmo ligeiramente mais resistentes, dado que a cor branca possui um albedo elevado, protegendo mais do calor.
O oposto do leucismo é o melanismo.
Tem normalmente uma ninhada por estação com 2 ovos. Ao contrário de outros do mesmo gênero, Agelaioides badius não é um parasita pleno, na verdade Agelaioides badius também é vítima de outras aves parasitas, principalmente de Chupim-azeviche (Molothrus rufoaxillaris). Sempre constrói seu próprio ninho, ou seja a câmara de incubação em forma de uma pequena “tigela” de barro trançada com fibras vegetais, onde deposita os ovos, que são de cor branca, embora esta câmara seja construída no interior dos ninhos de furnarídeos, também utiliza caixinhas a ninhos artificiais. Este “ninho parasitismo” tem sido interpretado como uma fase primitiva de parasitismo.
Gregário, vive em grupos de até 20 aves. Adapta-se a locais semi-urbanizados, sendo comum ao redor das fazendas e nas praças de alguns povoados do interior.
No Brasil ocorre do nordeste à Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Ocorre também na Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e até o Chile.